Eu me sentia sozinha e começava a chorar. Daí eu lembrava que eu não sou sozinha, não, e que tinha muitas pessoas que me amavam; e chorava mais, mas por me sentir amada. Mas esta balbúrdia enlouquecedora na minha cabeça, em que tudo me decepciona profundamente, ainda não me deixou. Apenas as lágrimas, a parte fugaz da vida, a parte que vem e que vai, nessa alameda sem sentido, chamada vida.
Acho que essa fase me mostrou coisas que eu não tinha percebido, coisas que eu não iria saber se aquela fase não tivesse me perseguido. Uma delas é que muitos me odeiam, mas poucos me amam. Então, eu te pergunto, o que vale mais: se o ódio de pessoas que nem me conhecem, ou o amor das pessoas que eu amo? Agora, eu não quero nem saber, vou falar tudo o que estou sentindo; ou tentar, né... como diria uma amiga minha: faça o que te faz bem.
E é isso que eu vou fazer: viver intensamente, sem ser guardada, misteriosa, como sempre sou (para os observadores). Vou viver um amor, quem sabe... talvez eu me sinta melhor, menos triste.
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