quarta-feira, 11 de abril de 2012

Solidão solene, perene e confortante


Oh solidão, por que atacas à mim, uma pessoa sentimentalmente lúcida, desequilibrada e desmotivada a viver? Por que motivos ocultos tu me persegues nessas tardes de inestimável e sereno tédio? Sei que precisas atacar ao mais forte, mas tu não percebeu que sou o mais fraco ser. Em tuas mãos entreguei minhas lágrimas um dia e, em teus braços eu dormi. Tu fostes tão companheira quando todos me esquecerem, mas, por favor, esqueça meus abraços. Não quero mais ter a chance de te sentir novamente, pois de ti, quero distância. Irônico é o jeito que tu lembras de mim, quando o mundo se afasta, fica longe, quando a vida me perde o valor. Te agradeço e reconheço todos os dias que passamos juntos, pois percebi o quão posso ser forte na tua presença e na da gritaria estourante da vida. Lembro-me permanentemente de quando as minhas lágrimas salgadas se esconderam nas gotas geladas daquela ducha interminável, e de como teu frio pôde me desestabilizar naquele momento solene. Me senti mais leve. Lembro-me, também, de quando tu, ó doce solidão, esteve comigo nas horas mais tristes da minha vida. Como irei esquecer aquelas suas mãos tão delicadas me fazendo carinho? Todos os momentos que passamos juntos, nunca irei esquecer, mas agora, te peço desculpas, pois não quero sentir mais suas mãos desmanchando meu penteado, tão pouco importante no momento. Agradeço pela oferta, mas prefiro ficar com esse inestimável e sereno tédio, sem a sua presença... apenas a de mim mesma, uma menina inocente, que precisa apenas de uma melodia lenta. Adeus, solidão perene, vejo-te em outro momento de pura tristeza e falta de um abraço.

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